PQP, o que aconteceu ontem?

I've just unlocked the "bagaceira" badge on Foursquare.

Tudo começou quando recebi um e-mail da minha amiga Adriana convidando para ir junto com o Giba (meu outro amigo e marido dela) a um show do Dr. Sin em um festival para comemorar a reabertura de uma casa no centro.

Sabe aqueles convites que teu primeiro instinto é aceitar, mas que te deixa pensando se você realmente deveria ir? Eu topei e recusei ir umas 3x até aceitar em definitivo. E ficam as lições: open bar, show de strip e show de rock para (quase) pós-adolescentes é uma combinação explosiva.

O EGO é, pra usar uma expressão suave, um lixo. Um antigo bordel, que ainda conta com a freqüência do antigo público (o que foi extremamente bizarro em alguns momentos), com toda a infra que um bordel do centro pode oferecer. A pista principal é aceitável, nada de mais, apesar que não se recomenda pegar nas maçanetas ou encostar nas paredes; sentar nos sofás então nem pensar. Meu reino por uma luz negra do CSI…

Agora, a pista inferior era ALGO. Localizada no que provavelmente seja o portão do inferno, ela ficava no porão. Chão de tacos de madeira destruídos, panos no teto…e o cheiro.

Não dá para descrever o cheiro daquele lugar. Era como se ele te agarrasse pela cara e te lambesse. Era um cheiro de suor velho, misturado com cerveja, infiltrações e outros fluidos que já circularam lá. Era pesado, era um cheiro que sobrecarregava todos seus sentidos, tamanha sua potência. Era uma entidade, não somente um cheiro.

Acima: o cheiro posando para uma foto.

O problema é que o open bar era lá. Cheguei no balcão, os atendentes estavam bêbados. Sério. Peguei uma vodca de qualquer marca porque qualquer drink que saísse dali não me inspiratia, ainda mais quando vi que usavam DOLLY COLA para fazer Cuba Libre, e DOLLY LARANJA pro Hi-Fi. E o cara do bar reclamava que a Dolly Laranja “estava cheirando esquisito”. Jesuis…

A vodca era daquelas bem genéricas, com aquele gosto de álcool de limpeza e a promessa de dor de cabeça violenta no dia seguinte. Eliminei o copo logo, e voltei pra cima, determinado a ir par a parte paga do bar. E isso nem foi o pior da noite…

O velho truque de fazer sumir a vela

Lá pelas tantas, começou um show de strip tease da Monica Mattos, a atriz pornô (se você está lendo isso com a namorada, pode fingir que não sabe quem é). Vou dizer que três músicas tinham se passado e ela não tinha tirado nada. Estava conseguindo desanimar um público formado por moleques esntre 18 e 24 anos, o que é um feito.

Acima: Monica Mattos e a vela. Onde quer que a vela esteja.

Na terceira música, ela começou a tirar peças de roupa. E a chamar gente do públco para o palco com ela, que foi quando a coisa desandou. Os caras estavam desconcertados (o que surpreendeu), mas umas meninas lá foram bem, digamos, desenvoltas com a atriz.

Quando ela se livrou de toda a roupa (na quarta música), ela começou a brincar com velas, e o assistente dela começou a brincar com um pedaço de pau. Calma, cabeça suja, o pedaço de pau era para afastar o pessoal mais empolgado da frente. Agora, a vela era para “aquilo” mesmo.

O momento mais bizarro foi quando ela desceu com duas velas na mão, desaparecendo atrás do muro de pessoas na minha frente (o palco era meio baixo), e quando subiu só tinha uma vela na mão. Testemunhas da primeira fila garantem que sim, foi isso mesmo que você está pensando que aconteceu com a vela.

Durante o show, quando a Monica Mattos não tinha chegado nem no 10% de download do vestuário, um casal veio do meu lado brigar. Aparentemente um show de strip não é lugar para casais, veja você. O cara empurrou a mina, histérica, e ela, com o copo cheio de vodca na mão, deu um tapa na cara do indivíduo, espalhando álcool e vergonha para tudo quanto é lado.

A pior maneira de combinar 2 homens e 2 mulheres

Enfim, começou o show do Dr. Sin. Rock n roll, e uma aparente normalidade.

Aparente. A questão é que àquela altura o open bar já estava rolando há umas 4 horas, tempo o suficiente para os bravos entrarem naquele estado. Eu os admiro por conseguirem ficar bêbados, porque isso implicava que eles desbravavam o ODOR AINDA MAIS FORTE DE BAIXO (lá pelas tantas fecharam a porta para o porão porque o cheiro estava subindo as escadas). Nesse momento, eu estava bebendo cerveja paga do primeiro andar.

No meio do show, olhei para trás e vi um cara beijando uma menina. Normal, não fosse outra menina entrar atrás da primeira, o que – confesso, sou humano – foi extremamente interessante e valeu continuar olhando. Aí, veio outro cara e colou….atrás do primeiro cara.

Começou a beijar o pescoço do outro cara; esse, amando muito tudo isso, tirou as mãos da menina que beijava e as jogou para trás, trazendo o outro rapaz mais para perto. Eu estava para virar o olho (obviamente porque aqui tinha pedrido o interesse), e de repente eles me viram.

E agora? Viraria devagar, como se não estivesse olhando? Rápido para desviar logo? Não, o idiota aqui petrificou. Foram 30 segundos de puro terror, quando finalmente o instinto bateu e olhei para o teto.

Eta, eta, eta, brasileiro quer – TRETA!

Felizmente a briga generalizada no meio da pista me distraiu da vergonha. Você sabe como começa: a brincadeira de mão. Os caras começaram a se estapear, e rapidamente isso virou um montinho de 5, 6 caras. A coisa foi escalando até virar briga de vez, com 2 seguranças separando 6 caras, incluindo um que era a perfeita cópia do Michael Jackson da época do Bad.

A confusão virou um bololô de gente , com empurra empurra, e o Michael no meio. O segurança foi tirar o Michael, e foi aí que percebi que o que o segurava de pé era a força gravitacional do empurra empurra. Foi nessa hora que resolvemos ir embora, a tempo de ver o segurança dando com a cabeça do Michael na porta da casa.

Se a dor for do tamanho do barulho, f%&eu.

Lá fora, a confusão continuava, e foi aí que percebi algo ainda mai bizarro: os seguranças tiravam os bêbados do bar e jogavam na calçada, no que parecia o princípio de uma pilha de bêbados, como se esperassem o caminhão de lixo da vida vir buscar.

Eu diria que saímos dali às 5, mas a real é que FUGIMOS dali às 5. Da próxima vez vou ouvir o instinto.

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5 thoughts on “PQP, o que aconteceu ontem?

  1. Não fala assim, a gente se divertiu demais vai! 😛 Fora que o show (em si) do Dr Sin foi bom, como sempre é! E fã que é fã participa das alegrias e das tristezas!!! 😛 hauahuahua. Bj e obrigada pela cia! 🙂

  2. Sensacional sua descrição da noite!!!
    Mas você esqueceu da individua do vestido listado no bar no meio dos caras (nem preciso relatar o que faziam né..rs)!
    E nem falou da coleguinha da striper que com certeza absoluta não tinha mais que 15 anos, se é que tinha isso..rs
    Valeram as risadas e o show claro!
    Sem contar ter conhecido vcs!E terem me salvado!Senão estaria perdida..rs
    Beijo

  3. Fala garoto!

    Poxa, você, a Adriana e o “João” (Giba) só vão nos shows que eu não vou…aliás, nessa última década essa foi a primeira vez que perdi um show deles…até em outros estados eu tenho ido.

    E aí, como estão as coisas?
    Saudades de vc e da tchurma dos inovadores…

    Abração!

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