O bonde de 2009

Como sempre faço (a partir de hoje), um resumão do que vi de bom nesse ano, nas categorias que mais me agradam: show, disco, DVD, filme e seriados de TV.

Show

Não fui em tantos shows esse ano, então só vou citar um como melhor. O show do Kiss foi um dos grandes momentos da minha vida (pausa para você dar uma risada). Estive em Interlagos em 1999 e, além do frio devastador de 5º, nada ficou de bom daquele show. Já esse foi mágico, com a banda mandando ver (quase) na íntegra o Alive!, fácil um dos melhores discos ao vivo de todos os tempos.

Absolutamente tudo naquele show teve uma cara de infância / pré-adolescência recuparada, desde eu e o Gabriel andando até o Anhembi cantando as letras da banda em português até a chuva de papel picado em “Rock n Roll All Nite”, passando pelo Gene Simmons babando sangue. Lá pelas tantas, falei para o Gabriel: “é um show de rock e eu tou emocionado”. Ainda fico só de lembrar.

Vale ainda mencionar o Faith No More, que teve lá sua magia…lembrou do tempo que MTV só pegava – mal – no UHF e eu tinha que ver o clip da “Epic” no Clip Trip.

Discos

Esse ano para mim foi com certeza o ano do Kevin Gilbert. Quase 15 anos depois da morte dele, a família e seu representante legal conseguiram soltar 2 discos de inéditas (algumas não tão inéditas para quem caçava músicas dele na rede), com canções que dão a dimensão certa do gênio compositor que morava dentro da cabeça do Gilbert.  A gente ouve as músicas com um nervoso, sabendo que tem fim, que não vai ter coisa nova mais, e fica aquela tristeza de ver um monstro de 30 anos morrer no auge. O ano já vale sozinho pelo Nuts e pelo Bolts.

O ano também foi bacana para minha banda favorita. Além do Marillion ter lançado um disco deveras agradável de versões acústicas de suas músicas (Less Is More), o baixista Pete Trewavas voltou com o Transatlantic para um disco novo – The Whirlwind – pronto para ser adorado por aqueles que gostam de músicas de 42 minutos.

Indo para o outro extremo, o novo do WeezerRaditude – apesar de não ter o mesmo brilho e consistência dos 4 primeiros discos da banda, providenciou uma das melhores músicas do catálogo do Rivers Cuomo, “(If You Are Wondering If I Want You To) I Want You To”, que chega quase à perfeição absoluta do powerpop.

DVDs / Blurays

Esse foi o ano em que eu fiz a transição de DVDs para Blurays, com a compra do meu PS3 e do mais novo trabalho do Steve Vai, Where The Wild Things Are – Live In Minneapolis, que é prova viva de que o homem é iluminado em tudo que diz respeito à arte: só não operou a câmera por que tinha que tocar, mas da concepção musical à visual ele fez tudo, em um material perfeito.

No convencional DVD, vale o destaque para mais um trabalho do Kevin Gilbert lançado esse ano: o CD ao vivo Thud Live At The Troubadour foi remixado e recebeu um DVD de acompanhamento, com o vídeo do show e uma pá de extras bem bacanas. Vou ser redundante se falar mais uma vez do talento desse cara, então pula.

Também curti muito coisas como o Live In Gdansk do David Gilmour, a última oportunidade de ver o Richard Wright antes da sua morte, o This Strange Convention, que registrou a convenção do Marillion em 2007 na Holanda,e mais um DVD ao vivo do Paul McCartney (Good Evening New York City), que me colocou para pensar: como ele consegue lançar um DVD ao vivo por ano, não mudar quase nada do setlist e ainda ser tão grandioso, extraordinário? Esse é um cara que pode tudo.

Filmes

Pela minha lista, dá para dizer que 2009 foi um grande ano para a ficção científica, visto que metade dos meus melhores está no gênero. Porém, longe do tema mas partindo do melhor filme, o Inglorious Basterds é mais um passa moleque do Tarantino: quando todo mundo espera que ele vai fazer algo convencional, ele abaixa as calças da galera com um filme da Segunda Guerra que reescreve a Segunda Guerra…

Fiquei besta com o Moon, do Duncan Jones, por ser um filme tão simples, com somente um ator em 90% do filme (Sam Rockwell: meu chapéu está tirado) e tão tocante que parece conto do Isaac Asimov. Fino.

Fanboys e Zombieland caem naquela linha entre o nerd e o cômico, valem também uma assistida; principalmente o primeiro, que conseguiu fazer um filme de zumbis não parecer redundante ou repetitivo. Star Trek leva a taça pela melhor reinvenção de franquia (ou para usar o termo técnico: retcon).

Where The Wild Things Are não pode ficar de lado por ser o Spike Jonze. É como se o filme tivesse sido dirigido por um menino de 10 anos. Considerando que é um daqueles filmes para adulto se sentir criança, isso é mérito. 🙂

Seriados

The Office. É a melhor série de comédia que já vi na vida, e isso inclui Seinfeld, Simpsons, Um Amor De Família e Family Guy, vacas sagradas da minha Índia televisiva. A temporada atual (que ainda não terminou) é tão repleta, tão engraçada e tão bem executada que te faz pensar que a série começou agora e não há 6 anos.

Dexter foi outra que deu uma arrebentada nesse ano. Além de ter o John Litgow – que faz tudo mais bacana, de comédia a drama – teve um final muito 8) , de redefinir toda a série para a próxima temporada.

Uma nova que me agradou muito esse ano foi a Misfits, do Channel 4 britânico. É um Heroes com pegada de Trainspotting. Enfim, só vendo para entender.

E é isso. Salvo se eu pegar alguma coisa interessante na net, vou fechar o ano do blog com esse post. Obrigado a vocês, essa meia dúzia que me lê com regularidade, e aos milhões de spambots que passeiam casualmente por aqui. Vejo vocês ano que vem.

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