Ch-ch-ch-changes…

Ch-ch-Changes
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I can’t trace time

(David Bowie, Hunky Dory – Changes)

Séculos atrás, todos os desprezados pela sociedade eram trancados em locais fechados, com pouca iluminação, com alimentação escassa. Ali, os mais variados instrumentos de metal, verdadeiros colossos onde o corpo humano era a peça que fazia a máquina funcionar, eram usados para torturtar essas pobres almas que porventura haviam desviado do curso da sociedade.

Eram os instrumentos de tortura, que tinham como objetivo levar o corpo humano ao limite do insuportável, provocando picos de dor, suores em profusão e chagas na alma.

Evoluímos muito como sociedade de lá para cá.

Hoje, pagamos por tudo isso e chamamos de “academia”.

Por incrível que pareça, esse texto não é sobre academia, ou exercício, ou minha completa inaptidão de fazer o segundo no primeiro. É sobre mudanças.

Comecei hoje um longo caminho, de seis meses na Bio Ritmo aqui do Campo Belo. Sinceramente, podia dizer que busco uma cacetada de coisa, de redução de peso a qualidade de vida. Mas, sinceramente, estou buscando mudança. É muito boa a sensação de mexer as coisas, mudar a vida, mesmo que em detalhes bestas ou em grandes alterações de curso.

O fato novo é sempre atraente para mim. Ao andar na esteira por meia h0ra, prestei pouca atenção à TV na minha frente, me concentrando mais naquele surrealismo que me cercava: eu estava lá mesmo? Estava fazendo aquilo que considerava impossível até outro dia?

“A mudança não só é necessária à vida. É a própria vida.”

(Alvin Toffler)

A gente cai no truque fácil de considerar nossa vida estagnada, como dependesse da providência divina ou não as coisas tomarem outro rumo, e ignoramos que o caminho está livre na nossa frente. Para fazermos o que quisermos; nem tudo precisa ser grande majestoso, mudança de sexo: aprende a curtir as pequenas mudanças.

De longe, um dos professores mais sensacionais que tive foi o José Predebon (sério, para de me ler e clica nesse link para conhecer os textos dele no site), durante o curso de Criatividade na ESPM quando ainda cursava Publicidade lá, em 1998. Um dos grandes mantras dele era o de fazer a gente ver o igual de um jeito diferente, e usava o exemplo de andar na rua: todo dia, mude teu caminho para o trabalho, para casa, para a namorada. Ou então veja o mesmo caminho com os olhos de quem vê pela primeira vez. O que aquela pessoa pensa?

Essa é minha atitude para mudança até hoje: vejo tudo como se estivesse de fora, ou busco caminhos novos. Um deles foi esse. Ok, não consigo levantar o braço essquerdo nem para chamar um táxi, o direito de muito dá um tchau, e não consigo nem rir das bobagens que escrevo porque meu abdômen subitamente passou a existir.

Porém, o meior benefício dessa seção de auto flagelo foi sair de lá com uma sensação absurda de evolução, de sentir a vida passando de novo. E não é a única mudança que estou tocando na minha vida, o que me dá um tesão sensacional de continuar fazendo o chato do dia a dia.

Tá bom bestão, pode falar que é efeito das endorfinas também. Mas não estraga meu momento.

Em resumo, nenhuma vida está parada se continua se mexendo para algum lugar. Eu fiz tantas pequenas mudanças na vida de um ano para cá que eu me vejo como outra pessoa hoje. Não tenho vocação para auto ajuda; esse texto é mais para mim que para vocês, até porque cada um sabe a medida do passo que tem que dar.

Mas não tenha medo de mudar não. Nunca é muito cedo ou muito tarde.

“A mudança não só é necessária à vida. É a própria vida.” (Alvin Toffler)
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