4 Frases feitas que me matam um pouco por dentro

E claro: só para ganhar audiência aqui, um LOL-cat entediado...

Qual a graça da vida se a gente não tem conversas estimulantes? Conhecer gente nova, trocar idéias e sair um pouco mais iluminado do que você entrou deveriam ser grandes objetivos de qualquer um.

Porém, algumas conversas descambam para as trevas do argumento quando a outra pessoa joga uma das seguintes frases.

“Você não sabe como é…”

Condescendência total. A pessoa resume uma opinião ou conceito seu sobre determinado tema à sua falta de experiência com o mesmo.

Você acha que crianças devem ser estimuladas intelectualmente desde os primeiros meses? Você não sabe como é ter filho. Você acredita que a lei da anistia deveria avaliar todos os abusos cometidos na ditadura, tanto dos militares quanto dos grupos que lutavam contra a ditadura? Você não viveu, nunca foi torturado, logo não sabe do que está falando. Você acha que a informação tem que ser livre? Você não vive de produzir conteúdo, você não sabe como é.

E por aí vai. Geralmente, um argumento deste tipo deveria vir acompanhado de uma instrução, do porque sua opinião não funciona, visto que a outra pessoa “sabe como é”. Mas não, esse argumento geralmente vem acompanhado do igualmente desgastante “logo, se você não entende, não tem como a gente falar disso”. E acabou.

“Não gostou? Então por que não vai lá e faz melhor?”

Geralmente associado às artes, o argumento acima mostra a frustração de alguém que defende algo que você avaliou entre “é bonzinho” e “que merda”. Ou seja, o argumento acima é um desafio para que você faça melhor simplesmente por não ter gostado, o que beira o absurdo.

Segundo esta lógica, todo mundo só pode dar opinião sobre sua área. O resto deve ser apreciado por você, contando que você não faça melhor. Se você não consegue tocar um acorde de nenhum instrumento, você DEVE apreciar qualquer banda ruim que passe no teu som.

E claro, todo mundo sabe que criticar um colega de profissão é antiético. Logo, ninguém pode criticar nada. E isso faz o mundo crescer.

“No discurso isso é muito bonito, mas na prática…”

Ou seja, não vamos discutir sobre qual a melhor maneira de construir uma casa. Vamos dando marretadas e espalhando cimento a esmo até sair uma.

Esse argumento mostra toda a falta de vontade de uma pessoa de – justamente – passar do discurso para a prática. A idéia é muito boa, mas ela já vê que não vai funcionar. Desse jeito, não precisa nem levantar uma palha.

Nessas horas, mudar para “a idéia é boa. Vamos ver se ela funciona?” é um bálsamo. Idéia que não funciona na prática é aprendizado.

“Queria ver você falar isso se fosse com você”

Claro, porque só posso dar opinião sobre forca se eu meter a corda no pescoço e deixar soltar…

É uma variante do “vai lá e faz melhor”, com a diferença de que neste caso você está falando das amarguras da vida. Então você só pode ser contra pena de morte se algum bandido matar teu filho. Não tem meio termo.

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