“Leite com pera, Ovomaltino” – via @trabalhosujo

Hermes e Renato é quase amador, tosco, malfeito. Eis a graça. Todo mundo conhece pelo menos um cara que é assim, que curte esse tipo de humor, que faz vídeos toscos com os amigos e bota no YouTube. E acredito que esse seja o principal motivo da importância do Hermes e Renato. É o elemento 2.0 misturado com o reality show, o “yes we can” da choldra. Fora isso eles ainda materializam piadas e brincadeiras que não têm registro oficial, piadas de fundo de sala de aula e de ônibus que são pura história oral, fadada ao esquecimento não fosse isso que chamamos de arte. Eis o papel dos caras, é mais ou menos o motivo do sucesso do Mamonas Assassinas, mas com piadas legais.

Acredito que em pouquíssimo tempo teremos uma nova geração de humoristas, diretamente influenciadas por esses caras, uma geração que vai mostrar que essa safra de stand-up sem graça que está hoje no CQC é só isso – uma geração sem graça. Que venham os bárbaros!

O Alexandre Matias acerta em cheio na análise. Escuto de muita gente que o pessoal do CQC é “ousado”. Só se ficar fazendo gracinhas no Congresso for ousado para alguém. O H&R sim é ousado, tocando em assuntos, discursos e formatos que a gente só pensa escondido.

A função do humor é provocar, mas de verdade, direto no estômago. Não com terninho preto, óculos escuros e pseudointelectualidade.

Via web de Rodrigo Leme – Ismaubáites

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2 thoughts on ““Leite com pera, Ovomaltino” – via @trabalhosujo

  1. Vim parar aqui por conta do trabalhosujo e não tem como não concordar com seu comentário sobre a “ousadia” do CQC, coisa que ficou faltando no texto do Matias.

    Não entendo mesmo como podem achar o CQC moderno, inovador, desafiador… Ainda mais como conseguem achar aquilo engraçado.

    Qualquer pessoa que uma vez na vida tenha visto standups reais, mesmo que um video qualquer do Bill Maher, ou que conheça Jonh Stewart saca que o CQC é a cópia da cópia do resto do que sobrou do humor político-social rebaixado a insignificância de seus apresentadores.

    Abs

  2. Pingback: O humor nos tempos do 2.0 « Silent Lucidity, Loud Insanity

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