7 Tipos de distúrbios graves de diálogo

Conversar não é difícil, conversa bem é uma arte. Porém, no caminho do bom diálogo, existem distúrbios perversos, que causam cólicas mentais no interlocutor. Pensando no bem estar mental destas pessoas, relaciono 7 doenças que tomam conta dos discursos por aí. Não sou o Ronaldo Polito, mas não faço feio também…

1. Tipo-assim-zite aguda

Gente que fala “tipo assim” geralmente puxa o chiclé da boca pra enrolar no dedo indicador. É a pior maneira de introduzir um exemplo, porque “tipo assim” vem sempre acompanhado de uma idéia ou analogia ruim. Não tem jeito.

É como esperar um grande almoço depois de comer estrume na entrada: não vai acontecer.

Remédio: maturidade.

2. Síndrome do carinho desmedido

Você não me conhece: vai me chamar de “querido” a troco de quê? Uma pessoa que usa isso para falar com você acha que você é tão desprovido de auto-estima que qualquer artificialidade que demonstre que gosta de verdade de você vai colar.

“Querido” desce alguns círculos a mais no inferno em relação a “meu anjo” e “lindo” porque geralmente quem usa esta expressão fala “quirido”, o que só agrega na irritação.

Remédio: use Senhor(a). É tão difícil?

3. Distúrbio de ausência de intepretação (também conhecido como “isto é a SUA opinião”)

Jura que é a minha opinião? O fato de eu ter dado essa opinião já deixa bem claro a propriedade, não? Geralmente, quem fala isso discorda de você e quer lhe fazer sentir mal por ter voz própria. Sem contar a ênfase no “SUA”, que torna o aposto mais irritante.

Mas claro, isso é MINHA opinião…

Remédio: que tal “Entendo o que você quer dizer, mas…”? Olha que debate construtivo nasce disso.

4. Curiosidade disfórmica

Usado em conversas ao telefone, esse é o pior destruidor de conversa com telefonista. Você quer falar com o fulano, diz “é o Rodrigo que vai falar” e ela já engata um “Rodrigo de onde?”.

Ela certamente quer saber uma referência para indicar a fulano quem está no telefone. Eu às vezes aplico uma piada para detonar isso: “Rodrigo de onde?” – “de Ogum!”, ou “daqui do telefone mesmo”, ou “do planeta Terra”.

Remédio: usar o “Pois não, sr Rodrigo. Pode me dizer de onde o sr. fulano lhe conhece?”. Se o nome for Wandisgleysson, a pessoa pode simplesmente dizer “ok, só um minuto”, porque certamente não existem 2 Wandisgleyssons no mundo.

5. Distúrbio gramatical das conversa

É o estilo Zé do Caixão de falar, sabe? Quando alguém começa a trocar os plural, matar as concordância e falar com menas precisão…eu juro que tento não fazer cara feia quando claramente esse modo de falar vem de uma origem sem uma educação formal, mas já peguei muito escolado, muito formado falando mal assim. Aí não dá…

Remédio: um livro de gramática.

6. Nézolite atrofiática

Sabe aquele cara que termina toda frase com né, né? O cara fala, fala, fala – né? – e termina sempre do mesmo jeito, né? Imagina que legal ver 2 horas de palestra com alguém assim, né? E o colega que faz reunião com o cliente falando assim, né? Mas fazer o quê, né?

Remédio: trocar o breque um ponto final. Né?

7. Egocentria deformadora do discurso

Todo mundo cinhece alguém que sempre leva a conversa para o assunto favorito dela:ela mesma. Apesar de não ser um jeito de falar sintaticamente falando, é uma doença grave do discurso: tudo que você fala a pessoa puxa para ela. Você comprou uma bicicleta? Essa pessoa vai contar tudo de quando comprou uma bicicleta e deslocoou o braço caindo na ladeira? A namorada te traiu? A pessoa vai falar da vez que teve um ataque de ciúmes com a namorada.

Tudo é escada para a pessoa falar dela mesma. O pior dessa doença é que o paciente toma conta até de conversa que não é com ele. Se você estiver em uma mesa de bar com amigos e com ele, fácil que ele sequestrará várias conversas até o fim da noite.

Remédio: deixa ele puxar a conversa. A egocentria dará lugar ao pânico em segundos. Se ele entrar na sua conversa, deixe-o terminar e fique olhando pra ele até ele tentar levantar outro assunto original. O caso dele pode não melhorar, mas seu humor vai subir uns degraus…

Anúncios

3 thoughts on “7 Tipos de distúrbios graves de diálogo

  1. 8 . Sídrome VOLUNTÁRIA de Tourette

    O cidadão que a cada três palavras solta um ‘du cara..’ ou ‘PQP!’ e não importa o lugar, nem a solenidade. Pode estar em reunião com a Rainha da Inglaterra que ainda vai achar tudo muito foda e fudido. Ele não tem primo nem irmão, têm um FDP dum parente. É gente fina, mas sempre que algo dá errado naquela reunião importante, encerra com um ‘deu merd…’

    Remédio: Lavar a boca com sabão.

  2. Sensacional é quando o cara tem poco vocabulario também. Algo como: Coisa a coisinha da parada do treco. Ou quando repete demais uma coisa só como o “né”, ou o “tá ligado” ou o pior deles pra mim… o “fraga”.. esse é tristeza pura!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s