Hooper + Python?

Já me perguntaram mais de uma vez onde achei uma imagem tão louca para meu cabeçalho, e devo dizer que ela não existe: fiz uma colagem de duas imagens que para mim definem o que quero fazer aqui: momentos de extremo realismo misturados com nonsense verborrágico. Aproveitei para fazer tributo a gente que eu admiro demais.

Primeiro, usei como base a pintura “People In The Sun” (1960), de um dos meus favoritos, Edward Hopper. Hopper faz parte de uma escola hiper mega realista, que se dedica a capturar momentos do dia-a-dia, disfarçadamente poéticos e imensamente expressivos. A versão mais famosa, mais acessível e menos down de Edward Hopper é o Norman Rockwell, pintor do American Way Of Life. Adoro as cores que ele usa, a expressividade dos personagens e como o cenário vira um personagem na pintura. Perfeito.

Depois, apaguei o céu e coloquei em seu lugar a imagem de Deus mais sarcástica que já vi, a versão criada por Terry Gilliam para o filme Monty Python e o Cálice Sagrado. Monty Python é a base, o esquemático da minha veia cômica. Muitas vezes eu saio de textos difícieis emulando um estilo Michael Palin (clique para seu sensacional site), ou Eric Idle, ou John Cleese…referência número 1 no bom humor dessa casa virtual.

No final, a montagem é mais ou menos essa:

hopper-edward-people-in-the-sun-7900195.jpg

+

god.jpg

Esclarecido?

_____________

PS: O assunto Monty Python não termina aqui. Não posso ter um blog sem falar ostensivamente deles. Aguardem novidades em breve.

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One thought on “Hooper + Python?

  1. Off topic: Saiu em algum lugar…

    Coitado do Camões!

    O Vestibular da Universidade de São Paulo, cobrou dos candidatos uma interpretação do seguinte trecho de um poema de Camões:

    “Amor é fogo que arde sem se ver,
    é ferida que dói e não se sente,
    é um contentamento descontente,
    dor que desatina sem doer “.

    Uma vestibulanda de 19 anos deu a sua interpretação em forma de poesia:

    “Ah! Camões, se vivesses hoje em dia,
    tomavas uns antipiréticos,
    uns quantos analgésicos
    e Prozac para a depressão.
    Compravas um computador,
    consultavas a Internet
    e descobririas que essas dores que sentias,
    esses calores que te abrasavam,
    essas mudanças de humor repentinas,
    esses desatinos sem nexo,
    não eram feridas de amor,
    mas somente falta de sexo!”

    Ganhou nota dez! Foi a primeira vez que, ao longo de mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões… era FALTA DE MULHER…
    Fim do artigo

    Bom, agora digo eu, supondo-se que ele fosse hetero, pelo menos não teve problemas com paternidade precoce, ex-mulher nº1, ex-mulher nº 2, etc, doenças sexuais transmissíveis ou um belo par de chifres, é ou não é?!!! Isso sem contar que sua quadra atravessa os séculos incólume, linda e famosa, enquanto que sua descendência provavelmente tenha ficado pelo caminho…

    PS.: Essa imagem do site é bárbara mesmo.

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