10 mil

Hoje, 15 de junho, este blog completa 4 meses de vida. E curiosamente, também completa 10.000 visitas. Vou te dizer, é preocupante. Agora, as pessoas me perguntam quando vou escrever algo novo. Antes eu escrevia quando me dava na telha. Sem falsa modéstia ou frescura, fico feliz da vida em ver tanta gente visitando esse blog (cheguei a ter 1.200 acessos em um único dia).

Quem me conhece, sabe que já tenho blog desde mais ou menos 2001, e escrevo até antes disso. Meus outros dois blogs foram experiências divertidas, e até uma bela fotografia do que eu era na época. Com este, abandonei um pouco o lado pessoal das minhas mensagens (até porque minha vida se ajeitou melhor, à tempo de se encontrar com a maturidade na esquina da sabedoria), e comecei mais a soltar a critividade.

Uso o blog para escrever textos bacanas, textos ruins, meio termo…defini como regra aqui nesse novo blog escrever tudo que eu tivesse como idéia, sem julgamento e sem reescrever demais (raramente eu planejo o que vou escrever). Depois de um ano sem escrever para lugar nenhum, voltei a fazê-lo aqui para mim mesmo, tanto que só comecei a avisar as pessoas da existência do blog quando cheguei em um ponto que achei interessante o suficiente para ser lido de novo.

O que mais me perguntam é como acho tempo para escrever tanto. Trabalho pouco? Não, ao contrário: trabalho para cacete. Mas demoro mais para achar a idéia e fazê-la pegar no tranco que escrevendo. Como disse, raramente (para não dizer nunca) planejo o que vou escrever. Anoto umas idéias aqui e ali (minha pasta “pessoal” no computador é cheia de arquivos de uma frase só), e de resto é tudo no instinto.

A prática leva à perfeição; adoraria saber escrever ficção pensando em personagens, cenários, trabalhando descrições. Adoraria poder escrever sobre o dia-a-dia com amis embasamento do que estou falando. Mas não dá. Acho que o meu prazer de escrever vem justamente disso; de não sistematizar a coisa. Saem porcarias? Bastante. Mas o que sai de bom é bom pra cacete (modéstia à parte).

O ato de escrever é libertador; quem acha que não consegue está louco. Para escrever basta apenas escrever. Você não fala? Se te pedem uma opinião você não dá? Então porque não escreve? E quantas vezes você não pensou em uma situação engraçada? Confundem muito escrever bem com ter um domínio do português, com falar empolado…eu às vezes caio nessa, mas em tempos de internet pouco importa se você segue a norma ou não.

Ninguém está escrevendo para ser livro da Fuvest no futuro, estamos escrevendo para trocar idéia, fazer volume, criar conexão. Dane-se se você não é o Machado de Assis: ele morreu antes do seu avô nascer, e você está aqui, hoje e agora.

No mais, obrigado pela força e pelos pouco mais de 200 e-mails / comentários nesses 4 meses. Tá certo que 10.000 acessos um Kibeloco da vida consegue enquanto palita os dentes no restaurante, mas acho que tenho os 10.000 mais fodas que se pode ter. Porque são meus. Valeu.

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