Dois totós de prosa…

Esporte-símbolo dos CAs de faculdades, dos dias chuvosos em sítio, nos botecos do Brasil, e dos prédios de condomínio, o pembolim ficou órfão semana passada. O terra noticiou hoje que Alejandro Finisterre, inventor do jogo, morreu semana passada aos 87 anos na Espanha.

(Comentário nada a ver: por que demoram tanto para oficializar as notícias de morte? Não é a primeira vez que vejo um aviso de morte dias depois da morte ter acontecido..)

O pebolim (que eu smepre chamei de “pembolim”), também conhecido como “Totó”, “FlaxFlu” (impressionantemente não no RJ, mas sim no RS) ou “Pacau” no Brasil, Table Football internacionalmente, “Foosball” nos EUA, “Futbolin” na Argentina ou meu favorito “Matraquilhos”, em (onde mais?) Portugal, é lindo por sua simplicidade.

11 bonecos de plástico, dividios em 4 fileras (goleiro, defesa, meio e ataque), uma bola estupidamente pesada e uma sensacional e um delicioso “estádio” de madeira, que faz um barulho sensacional quando a gente estoura a bola contra uma das paredes ou (ó glória) no fundo do gol.

Pembolim é simples também no jogar: é futebol para quem não tem 22 amigos (ou ao menos 10, para futebol de salão ) jogar. Se você só tem um amigo no mundo, já dá para passar uma tarde na mesa.

Que regras vocês usavam quando eram mais novos? As mais comuns eram não poder girar os jogadores (os mais metidos a sabichão diziam que “os jogadores não podem dar uma volta de 360 graus”), gol só valer se a bola cair dentro da caixa (dependendo da força, a bola batia no fundo e voltava) e a principal: uma das mãos controla o goleiro, a outra controla as outras 3 fileiras, o que exigia alta perícia.

Hoje, o pebolim se profissionalizou. Tem mesa oficial, campeonato mundial com regras e até texto falando sobre os benfícios de se jogar pebolim. Mas isso é mal da modernidade, de sempre querer dar uma cara formal às informalidades. Quem curte pebolim sabe que o que liga é jogar naquela mesa torta, com jogadores de plástico vagabundo, manivelas que gritam por óleo e a bola imunda…

Depois do inventor do Miojo, mais uma grande perda para o Grande Livro dos Vagabundos e Encostados. Que descanse em paz.

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