Silent Lucidity, Loud Insanity

Um pouco de tudo que é bacana e eventualmente útil

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Vou levar você para a cama.

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(Eu evito textos mais pessoais e conversas ao pé do ouvido neste blog – mesmo tendo uma categoria chamada “pensando na vida” – mas muita gente próxima e querida está passando por muita coisa difícil, e até mesmo eu estou com alguns dilemas no presente momento, então vale escrever para todos eles, eu e de repente você que está nessa coisa esquisita que os cientistas chamam de “vida”.

Se tiver erros no texto, só digo que agora são 2 da manhã; dêem uma colher de chá, e amanhã eu reviso.)

A cama é o lugar mais difícil para quem sofre com dificuldades. É para ela que a gente leva os problemas, é ela que fica nos segurando de manhã quando não queremos sair dela e encarar o mundo. É nela que estão as nossas lágrimas e o suor da noite mal dormida.

O silêncio e a escuridão tornam a cama ainda mais cruel: ela não te ouve, por mais que você fale, e ela não responda, por mais que você peça. Por que tanta gente (acho que todo mundo) reza na cama antes de dormir e não no sofá às 16:00? Porque nessa hora a gente busca alguém que ouça a gente.

Sábado passado eu estava na região da Av. Angélica à noite e, enquanto estava na calçada, um senhor com um saco nas costas chegou perto com um punhado de moedas e perguntou quanto ele tinha na mão, pois não sabia contar. Contei R$5,20, falei com ele do valor de cada moeda, para ele identificar pelo tamanho e desenho e não pelo escrito. Eu tinha R$2,50 em moedas no bolso, adicionei e mostrei para ele que ele agora tinha R$7,70.

Ele não me agradeceu pelo dinheiro, agradeceu por eu ter ensinado ele a contar as moedas. Sério.

Não, eu não sou maravilhoso. Isso não é propaganda minha. O ponto aqui é que felicidade é bem menos do que a gente acha que é, e que a gente a tem em mais abundância do que julgamos ter. A dificuldade torna as pequenas vitórias sensacionais, como aprender a contar, e abre caminho para as grandes.

Outra coisa que se aprende desse caso que aconteceu é que a parte mais difícil dos nossos problemas é que a gente não sabe compartilhá-los com os outros. A gente se fecha, sofre quieto, chora no diabo da cama (olha ela de novo), rabisca cadernos, sofre como se ninguém merecesse nossos problemas além de nós.

Bobagem. O mundo tá cheio de gente que quer te ouvir, quer te ajudar, independente de ser seu amigo, seu familiar, sua namorada, ou aquele colega de trabalho que você nunca pensou como amigo. O que falta para a gente é verbalizar, é pedir para ensinar a contar. Eu sou feliz demais por ser cercado de pessoas sensacionais, que vão fazer desde atender ligação minha à 1 da manhã até parar o trabalho no escritório para me ouvir.

E não é egoísmo: eu faço o mesmo por essas pessoas. Eu me arrebento por essas pessoas se precisar.

O mundo está tão louco que cada vez a gente conhece menos pessoas para quem conseguimos dizer de coração “você é especial, você me faz sentir bem”. E é gente assim que eu não quero que saia nunca do meu lado. E as dificuldades que se amontoam só fazem aumentar o esforço para não perder essas pessoas.

Quantas vezes você já disse a frase acima para as pessoas que você gosta? Não deixa subentendido não: fala. Bota para fora. Diz para aquela pessoa o quanto ela te fez / faz feliz. Mostra isso.

Eu passei por muita, muita coisa no final do ano passado, e descobri que não vale nada você viver escondendo o que sente. Você tem problemas ou você está feliz? Fala. Deixa todo mundo que gosta de você saber. Seja para compartilhar a felicidade, seja para abafar a tristeza.

Use a cama só para dormir. E levante dela sabendo que nenhum problema vai te derrubar enquanto você souber pedir ajuda.

Para contar ou para viver.

Escrito por Rodrigo Leme

Segunda-feira, 26 Outubro , 2009 em 12:26 am

O poder do acaso

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(Vou dedicar esse texto ao Doug, que foi o primeiro a lê-lo ontem, e um cara para quem eu recentemente tenho dito muitas das coisas aqui. Acredito que ele tem praticado algumas delas. Vai lá garoto! :P )

Para começo de conversa, não sei no que você acredita. Jesus, Buda, a Grande Abóbora, pouco importa. Mas o que eu acredito é que existe algum magnetismo no mundo que cria situações inesperadas e bem ou mal vindas que não possuem lógica nenhuma. Esse é o acaso.

Muitos de nós se recusam a acreditar que para tudo existe um motivo. É fato que o cérebro humano é programado para simplificar qualquer coincidência que aconteça nas nossas vidas. Ou seja, somos nós que procuramos as ligações, e não elas que necessariamente acontecem. Essa é uma das grandes bases do pensamento que nega a religião, por exemplo: Deus seria a sua forma de entender de maneira fácil porque o mundo é mundo.

Mas, ainda assim, eu acredito que existe um componente de motivo para as coisas acontecerem: certas cadeias de eventos, por mais que nós mesmos criemos as ligações, ainda são obras-primas de relações humanas.

Pensa bem: você pode tomar uma decisão e dela sair um resultado direto. Ok. Agora, imagina que esta decisão impulsiona vários eventos que no final geram o resultado que você queria. E isso é xadrez, só que tudo está contra você: você não conhece as peças, não consegue ver o tabuleiro inteiro e ainda joga contra um adversário que não possui lógica nenhumna nos movimentos, mas controla todas as peças e vê o tabuleiro inteiro. Esse é o acaso.

Jogar contra o acaso exige um comprometimento com sempre fazer a coisa certa. Exige você ser seguro de você mesmo. Exige você ser você mesmo. Ou seja: envolve você jogar com as peças que estão à sua mão e no pedaço de tabuleiro que você consegue enxergar. A nossa desvantagem em relação ao acaso é apenas de visão, mas é a estratégia que ganha. O comprometimento triunfa. Sempre.

Eu aprendi nos últimos tempos a viver a vida de peito aberto, encarar tudo com vontade e deixar o acaso se quebrar com suas jogadas confusas. Eu cansei de esconder, cansei de não usar o coração na ponta da chuteira. E quero acreditar que isso foi para o melhor, visto que o acaso vem me surpreendendo positivamente nos últimos tempos.

De nada vale viver se você não vive pra valer. Frase extremamente babaca, certamente eu estou copiando ela de alguém, mas que carrega toneladas de verdade.

Escrito por Rodrigo Leme

Domingo, 18 Outubro , 2009 em 12:35 am

Publicado em Pensando na vida...

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Reinventando o papel timbrado

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Hoje houve uma discussão na empresa sobre papel timbrado, motivada pelo término de um fardo que parecia infinito (desde que eu entrei na empresa há 3 anos não fizemos um orçamento).

Parece um assunto banal, mas reflete muitas mudanças na forma de se comunicar no momento atual e na resistência de algumas empresas de se livrar do papel em alguns casos. E vale lembrar que enquanto os cartões de visita são repensados constantemente – incluindo aí até realidade aumentada – a papelaria oficial de comunicação da empresa não foi.

Levantamos alguns pontos de reflexão e gostaria que vocês participassem aqui nos comentários, para saber se estou sozinho nas minhas idéias ou não.

1. Papel timbrado da empresa é necessário?
2. Onde você usaria papel timbrado hoje?
3. Que informações da empresa você disponibilizaria em um papel timbrado?
4. Há espaço para uma inovação no formato (tamanho, gramatura, etc.)?

Eu coloquei a pergunta sobre inovação aí no meio porque é uma coisa que me pega: já vi propostas impressas de agências altamente inovadoras em formato A4 sulfite, por mais que o layout seja interessante. O timbrado precisa ser tão sisudo? Amanhã coloco minhas opiniões sobre assunto. Se puderem RT para seus seguidores no Twitter agradeço; prometo fazer um resumo dos comentários em um post futuro.

Via email de Rodrigo Leme – Ismaubáites

Escrito por Rodrigo Leme

Segunda-feira, 10 Agosto , 2009 em 5:29 pm

Transparência e casquinha

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Muitas empresas adoram o discurso da transparência, expressão que cada vez mais ocupa peças publicitárias, sites e blogs corporativos. Mas poucas tem a real noção do que seja essa transparência, confundindo uma conta no Twitter e um blog do CEO com ser aberto à verdade.

Como tudo na vida, é na hora do aperto que você percebe quem tem a rigidez de seguir seus princípios e quem não tem. Não importa o que aconteça, se os valores são corretos, nada os muda. Nem mesmo o cliente.

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Escrito por Rodrigo Leme

Quarta-feira, 5 Agosto , 2009 em 9:13 pm

O que é lixo na internet?

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Uma das reclamações mais comuns que ouço sobre a rede é que tem “muito lixo” nela. Sempre me incomodou alguém pensar assim, especialmente porque a rede funciona como funciona a vida: você escolhe o caminho que quer seguir. E o que é feio, desagradável para você é o objetivo do outro.

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Escrito por Rodrigo Leme

Sexta-Feira, 1 Agosto , 2008 em 12:49 pm

Publicado em Curiosidades

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A fonte está temporariamente seca…

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Caramba, passo por um momento de completa falta de idéias. Como ainda não realizei meu soho de viver da escrita, ainda tenho que emprestar minhas força de trabalho ao meu empregador, e ultimamente ando emprestando a perder de vista.

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Escrito por Rodrigo Leme

Quarta-feira, 19 Setembro , 2007 em 12:24 pm

Publicado em O que ando fazendo...

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O círculo

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Um círculo é um monte de coisas.

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Escrito por Rodrigo Leme

Domingo, 26 Agosto , 2007 em 7:48 pm

Publicado em Meus textos

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São Paulo, terra da placa

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Nunca escondi de ninguém que adoro essa cidade. Sempre que viajo de férias, minha referência é procurar uma cidade no padrão de São Paulo: restaurantes, shoppings, cinemas, cultura…não que eu odeie praia ou campo, mas essa cidade tem injetada nela um vírus que não te permite odiá-la. Onde mais se encontra gente que topa encarar 2 horas de fila para um cinema? Tem que ser paulistano para entender.

Aí, eu me vejo em um dilema na questão da remoção dos outdoors e placas aqui na cidade, promovidas pelo sinistro Gilberto Kassab.

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Escrito por Rodrigo Leme

Segunda-feira, 21 Maio , 2007 em 10:12 am

Publicado em Curiosidades

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